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Acho incrível como todos os jornalistas que trabalham para a Globo estão numa missão de guerra para salvar o Serra. Até aí tudo bem, sempre foi assim mesmo. Mas quando vemos caras que admiramos se comportando como carneirinho, revoltadinho, usando todos os adjetivos e acrobacias linguísticas possíveis, contando historinhas da adolescência, pensando que somos suas antigas gatinhas que caíam na lábia de um papo pseudo intelectual, é chato.
Há um verdadeiro exército de fiéis seguidores nessa árdua tarefa, só que novela não enche barriga, apenas engana. E como. Depois a fome vem. E sem querer defender ninguém, com todos os defeitos que todos temos, minha opinião é que o sapo barbudo, o anti-prícipe, conseguiu encher algumas barrigas de comida, algo um pouco melhor que apenas farinha de mandioca, que discursos em Francês, que honrarias acadêmicas, medalhas, poses, pernas cruzadas, bravatas e arrotos europeus.
Dessa forma, estamos vendo uma reedição da guerra do Vietnã, onde americanos sadios e corados, com armamentos de última geração, bombas Napalm, lança-chamas, informantes e alcaguetes, e até manipulação do tempo para fazer chover e causar inundações, estão perdendo uma guerra que supostamente seria bem fácil de ganhar com a catequização informativa. Onde? Em jornais, telejornais, revistas, rádio, colunas, internet, entrevistas, e todas as mídias e representantes do poderoso polvo azul da comunicação. O povo não quer só o polvo, quer comida também.
Portanto, alguma coisa no reino do sapo barbudo incomoda o polvo. O que é ninguém sabe direito, mas seu fiel exército se agacha, com a bunda virada para a Lagoa Rodrigo de Freitas e a cabeça para o Jardim Botânico, que deve causar uma inveja colossal em toda a Igreja Universal e até mesmo em Alah.
Antes, nós brasileiros, tínhamos medo da ditadura. Hoje, temos medo do polvo azul. Por isso, polvo, não tenha receio, sou apenas uma manjubinha que estava lendo o Segundo Caderno e refletiu sobre as mensagens contidas na A Bíblia.
31 de Agosto de 2010 às 11:20
J. Victtor
Não posto todos os comentários pois alguns são maliciosos e tem como única razão pegar o e-mail para me enviar spans. Sendo assim, peço desculpas aos que equivocadamente eu venha a confundir.
24 de Novembro de 2009 às 15:05
J. Victtor
A foto de baixo mostra Copacabana logo depois de ser aterrada, por volta de 1971. Dá para perceber por causa dos carros e das ondas, que antes quebravam longe e depois passaram a quebrar na areia. Deu uma raiva danada, acabou com nosso surf de peito (jacaré) de todo dia, mas agora, depois de décadas, a areia se reorganizou e ela já voltou a configuração que tinha antes. Pelo menos muito parecida. Coisas na natureza.
The photo below shows Copacabana soon after being grounded by 1971. You realize because of the cars and waves, before breaking away and then they started crashing. He gave a damned angry just surf through our breast (Alligator) everyday, but now, after decades, the sand was reorganized and she returned the configuration it had before. At least very similar. Things in nature.
21 de Outubro de 2009 às 10:54
J. Victtor
Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016: ou o Brasil aproveita essa maré ou desiste de vez. Esses dois eventos podem, juntos com pré-sal, dar um belo empurrão no país, igual carro que não pega. Vai!
São sete anos para investir no país e na cidade, combater o analfabetismo, criminalidade, corrupção, moradias irregulares, despoluir, dar emprego e ficar de olho bem aberto nos ladrões, já que as oportunidades para roubar também serão muitas.
Foi um presente enorme. Vai, Brasil! Ou você pega agora ou vai para o ferro velho.
2 de Outubro de 2009 às 15:21
J. Victtor
Nos tempos de guerra os americanos sempre foram muito bons no disfarce. Camuflavam tanques, simulavam cidades e faziam seu marketing de bonzinhos. Os ingleses também, por isso são pai e filho. Para as Olimpíadas de 2016, vendo que o Rio é seu mais forte candidato, se apressaram em fazer uma reportagem de 12 páginas na revista New Yorker sobre o tráfico de drogas e a omissão do nosso Estado. Não é mera coincidência. O Brasil é um nenenzinho engatinhando perto da malícia deles. Se o Brasil tivesse o mesmo ardil, faria, da mesma forma, uma grande reportagem sobre as dificuldades que os americanos ainda passam após a crise financeira mundial.
As Olimpíadas no Rio soa como a Copa na África do Sul, não tem porque ficar só na casa dos ricos. Muita coisa ia melhorar por aqui, começando pelo assunto da matéria publicada no jornal deles.
30 de Setembro de 2009 às 15:45
J. Victtor
Era um data mágica na minha infância, ficava contando os dias. Todos os doces que minha mãe não me deixava comer durante o ano eu comia num dia só. Mas cresci, o país mudou, tudo mudou. E como. Nesse domingo, 27, pude ver sem querer, sem nenhum planejamento, como mudou de verdade. Ao visitar uma amiga em Camboinhas, foi só atravessar a Ponte e ver multidões de famintos correndo atrás de doces. Não eram só crianças, mas adultos, famílias, pais, mães. Acho que até cachorros.
Sentados nos meiofios das calçadas, dezenas desses famintos faziam a gente pensar que não estávamos no Brasil, mas na Índia, Somália ou Bangladesh. Seus estômagos vazios impulcionavam esses cidadãos a conseguir a porção necessária de açúcar contida nas balas e doces. Alguns carros paravam para distribuir as rações e eram cercados até sumirem. As crianças atravessavam as vias de alta velocidade num vai e vem sem fim, ao comando dado aos berros pelos pais.
Ainda não me acostumei com esse novo Rio. As vezes sinto saudade de uma simples briga de bar, da mão única da Av. Atlântica, do Gordini, das variadas bandeiras no Maracanã, do Pelé, das matas nos morros. O que fizeram com o nosso Rio! O que fizeram com nosso Brasil!
Uma coisa tenho certeza: num futuro muito distante, ao estudarmos a história, teremos certeza de que este momento atual, hoje, ainda é a idade da pedra.
28 de Setembro de 2009 às 10:16
J. Victtor
14 de Agosto de 2009 às 18:11
J. Victtor
Com apenas uma assinatura no link abaixo você poderá tornar mais fácil a vida de muitos deficientes auditivos.
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15 de Janeiro de 2009 às 09:50
J. Victtor
Semanas após assistir Loki, filme sobre Arnaldo Batista e dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, ainda sinto-me sob o efeito lisérgico do mesmo. Sensacional. Arnaldo é um músico ímpar, e diferente de cem entre cem músicos de rock, executa suas potentes canções ao som de um piano. Melhor que isso só um navio cheio de loiras.
7 de Novembro de 2008 às 17:02
J. Victtor
Um dia desses tive a oportunidade de conversar com uma pessoa da equipe de reportagem e o camarada falou: não tem jeito. Já tentamos de tudo, filmar de baixo pra cima, subir em palanque, colocar pano, mas sem resultados. Eles sempre descobrem onde iremos filmar e dão um jeitinho.
Tem doido pra tudo, inclusive eu que fotografo eles.
29 de Outubro de 2008 às 09:05
J. Victtor
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