Publicações arquivadas sob No cordel
Nunca é tarde para lembrar. O que sobra da neve do Kilimanjaro dá pra comer com uma colher, como se fosse um sorvete. Por que o homem deixa o homem fazer essas coisas? A próxima guerra será por água ou porque sairemos às ruas para pedir que o meliante que queira ferrar o planeta mude-se para outro. O que tenho certeza é que a voz de cientistas, técnicos e sociólogos não vale nesse mundo, somente a voz dos empresários e seus adoráveis, mimosos e espetaculares lucros. Porém, sua ambição não os deixam lembrar que eles tem netinhos.
Never is too late to remember. The rest of the snow of Kilimanjaro can be eaten with a spoon, like ice cream. Why the man let the man do these things? The next war we will fight for water or because we will take to the streets to ask these people who wants to fuck the planet change to another. What is sure that the voice of scientists, engineers and sociologists is not worth in this world, only the voice of entrepreneurs and their lovely, dainty and spectacular profits. However, his ambition not let them remember that they have grandchildren.
3 de Novembro de 2009 às 09:12
J. Victtor
Editado pela Queima-Bucha, conta a história do desenvolvimento do cangaço. 20 páginas.
Também pela Queima-Bucha. Apelo aos heróis para salvar nossa Amazônia. 8 páginas.
7 de Outubro de 2009 às 12:03
J. Victtor
Há quase um ano escrevi três cordéis que fazem parte da Coleção Pragas Brasileiras. Deixei um tempo aqui no blog. São várias pragas, que vão do flanelinha à bala perdida, umas 18 no total que estão alinhavadas. Agora a Globo lançou esse projeto Eu e Você, Já São Dois Gritando, que é exatamente o que fiz, só que tem mídia.
Até aí tudo bem, coincidências acontecem, mas a responsabilidade Dela é bem maior. Entrei no site e tem brincadeirinhas, uma coisa tipo gritômetro, fotinha de gente com neném no colo, expressões tipo Aê Galera! Eu pergunto: será que é tão difícil fazer alguma coisa séria? Um assunto e um momento tão delicados são tratado com tanta infantilidade.
Fico decepcionado por um conglomerado de tal porte perder uma enorme oportunidade de ser sério, enquanto tem a faca e o queijo nas mãos mas não sabe partir. Acho que vou incluir mais uma praga no meu trabalho: Audiência.
2 de Outubro de 2009 às 17:15
J. Victtor
14 de Agosto de 2009 às 14:28
J. Victtor
A edição de 2009 da Flip - Festa literária internacional de Paraty, teve em Fábio Sombra um grande representande da literatura de cordel. Poeta, cantador e ilustrador, Sombra é autor de diversos livros publicados por grandes editoras que vão introduzindo o cordel nas escolas e bibliotecas.
Confira o blog do artista neste link http://www.violeiro.blogspot.com
Fábio Sombra
6 de Julho de 2009 às 18:40
J. Victtor
mas vassouras tem os cabelos mais bonitos.
4 de Julho de 2009 às 20:32
J. Victtor
12 de junho, dia de combate ao trabalho escravo.
Coleção Pragas Brasileiras
TRABALHO ESCRAVO
Quando a Princesa Isabel
Aboliu a escravidão
Pensou ter erradicado
Aqui nesta região
O sofrimento de muitos
Que vivem em reclusão.
Passados mais de cem anos
Ainda vemos empresas
Que escravizam os homens
Nas mais cruéis fortalezas
Obrigando-os a viver
Debaixo de suas presas.
Nas regiões mais remotas
E longínquas do Brasil
O trabalho escravo é
Um elemento hostil
Que não perdoa a pessoa
Na idade juvenil.
Em condições sub-humanas
Eles são subjugados
E do mundo exterior
Tornam-se alienados
E pelos superiores
Plenamente renegados.
As leis que regem o trabalho
E as demais convenções
Ali são ignoradas
Sem demais explicações
E mediante perguntas
Há severas punições.
As multas são reduzidas
Tornando compensador
Que as empresas escravizem
O pobre trabalhador
Dando assim prosseguimento
O regime ditador.
As denúncias que são feitas
Para os órgãos responsáveis
Encontram morosidade
E prazos consideráveis
Permitindo a maquiagem
Dos patrões irresponsáveis.
Nas regiões mais longínquas
E lugares afastados
Os juízes e fiscais
São muito bem rechaçados
Pelos grupos de capangas
Que se encontram bem armados.
Os pobres trabalhadores
Por “gatos” são seduzidos
E levados para longe
De onde foram nascidos
Para que suas famílias
Nunca ouçam seus gemidos.
As crianças também sofrem
Com este grande problema
Não entendendo direito
Como funciona o esquema
Sendo alvo de abuso.
Uma maldade suprema.
Os números oficiais
Dizem que são trinta mil
Os que são submetidos
A este trabalho viril
Mas é o Estado do Pará
Que tem o maior covil.
Quando chega o aliciado
Ao seu local de trabalho
O patrão explica o jogo
Dando as cartas do baralho
Dizendo: _Você me deve
Do sapato ao agasalho.
Então, precisamos todos
De um grandioso debate
E a esta escravidão
Partirmos para o combate
Para livrar todos eles,
Num verdadeiro resgate.
O dia 12 de junho
Foi o dia escolhido
Contra o trabalho infantil
E com muito alarido
Precisa ser bem lembrado
Para não ser esquecido.
Quem explora a pobreza
E o cidadão humilhado
Devia passar o resto
Da vida trancafiado
E na cadeia provar
Um bom trabalho forçado.
FIM
10 de Junho de 2009 às 19:30
J. Victtor
A editora Rovelle apresenta a coleção Ciência em Versos de Cordel, do cordelista e presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva. Autor de diversos títulos com a temática da ciência, Gonçalo Ferreira teve esse seu trabalho minuciosamente selecionado para dar origem a 12 livros infantis usando a literatura de cordel como suporte. Assina as ilustrações o artista plástico e acadêmico da ABLC, J. Victtor.
Os três primeiros livros, Corpos Celestes, Microbiologia e Naturalismo, serão lançados dia 15 de junho, às 15h, no 11º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que acontece entre 10 e 21 de junho, no Centro Cultural da Ação da Cidadania, no Rio de Janeiro.
As ilustrações foram feitas em xilogravura e colorizadas no computador, oferecendo uma linguagem moderna e adequada ao assunto. Clique na imagem para ver maior.
8 de Junho de 2009 às 12:04
J. Victtor
4 de junho, dia do nascimento de Lampião. Deixo aqui o link de um site onde tem tudo sobre cangaço, feito pelo potiguar Kydelmir Dantas, um especialista no assunto e, com certeza outras pessoas. Quem gosta de cangaço vai se esbaldar.
http://sbec-mossoro.blogspot.com/
4 de Junho de 2009 às 12:35
J. Victtor
Tá chegando. Dia 13 de junho temos o primeiro poeta a falar, e nada mais nada menos que Gonçalo Ferreira da Silva, um dos melhores cordelistas vivos e presidente da ABLC. O diferencial fica a cargo do dom da oratória do palestrante. Assistir a uma palestra do Gonçalo, como ele mesmo diz, é hipnotizar os ouvintes a ponto de só se ouvir ele ou alguma mosca que esteja zunindo no ambiente.
Confira a programação completa no site
www.ablc.com.br.
29 de Maio de 2009 às 15:04
J. Victtor
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