Nos tempos de guerra os americanos sempre foram muito bons no disfarce. Camuflavam tanques, simulavam cidades e faziam seu marketing de bonzinhos. Os ingleses também, por isso são pai e filho. Para as Olimpíadas de 2016, vendo que o Rio é seu mais forte candidato, se apressaram em fazer uma reportagem de 12 páginas na revista New Yorker sobre o tráfico de drogas e a omissão do nosso Estado. Não é mera coincidência. O Brasil é um nenenzinho engatinhando perto da malícia deles. Se o Brasil tivesse o mesmo ardil, faria, da mesma forma, uma grande reportagem sobre as dificuldades que os americanos ainda passam após a crise financeira mundial.
As Olimpíadas no Rio soa como a Copa na África do Sul, não tem porque ficar só na casa dos ricos. Muita coisa ia melhorar por aqui, começando pelo assunto da matéria publicada no jornal deles.
30 de Setembro de 2009 às 15:45
J. Victtor
Era um data mágica na minha infância, ficava contando os dias. Todos os doces que minha mãe não me deixava comer durante o ano eu comia num dia só. Mas cresci, o país mudou, tudo mudou. E como. Nesse domingo, 27, pude ver sem querer, sem nenhum planejamento, como mudou de verdade. Ao visitar uma amiga em Camboinhas, foi só atravessar a Ponte e ver multidões de famintos correndo atrás de doces. Não eram só crianças, mas adultos, famílias, pais, mães. Acho que até cachorros.
Sentados nos meiofios das calçadas, dezenas desses famintos faziam a gente pensar que não estávamos no Brasil, mas na Índia, Somália ou Bangladesh. Seus estômagos vazios impulcionavam esses cidadãos a conseguir a porção necessária de açúcar contida nas balas e doces. Alguns carros paravam para distribuir as rações e eram cercados até sumirem. As crianças atravessavam as vias de alta velocidade num vai e vem sem fim, ao comando dado aos berros pelos pais.
Ainda não me acostumei com esse novo Rio. As vezes sinto saudade de uma simples briga de bar, da mão única da Av. Atlântica, do Gordini, das variadas bandeiras no Maracanã, do Pelé, das matas nos morros. O que fizeram com o nosso Rio! O que fizeram com nosso Brasil!
Uma coisa tenho certeza: num futuro muito distante, ao estudarmos a história, teremos certeza de que este momento atual, hoje, ainda é a idade da pedra.
28 de Setembro de 2009 às 10:16
J. Victtor
Alguns minutos antes na PARE!.
16 de Setembro de 2009 às 15:20
J. Victtor
Descobri que em 1966 ele fez uma exposição com o mesmo nome desta aí embaixo: PARE! Fica como uma homenagem ao grande artista que foi.
11 de Setembro de 2009 às 16:35
J. Victtor