Trabalho escravo
10 de Junho de 2009 às 19:30 J. Victtor | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 357
12 de junho, dia de combate ao trabalho escravo.
Coleção Pragas Brasileiras
TRABALHO ESCRAVO
Quando a Princesa Isabel
Aboliu a escravidão
Pensou ter erradicado
Aqui nesta região
O sofrimento de muitos
Que vivem em reclusão.
Passados mais de cem anos
Ainda vemos empresas
Que escravizam os homens
Nas mais cruéis fortalezas
Obrigando-os a viver
Debaixo de suas presas.
Nas regiões mais remotas
E longínquas do Brasil
O trabalho escravo é
Um elemento hostil
Que não perdoa a pessoa
Na idade juvenil.
Em condições sub-humanas
Eles são subjugados
E do mundo exterior
Tornam-se alienados
E pelos superiores
Plenamente renegados.
As leis que regem o trabalho
E as demais convenções
Ali são ignoradas
Sem demais explicações
E mediante perguntas
Há severas punições.
As multas são reduzidas
Tornando compensador
Que as empresas escravizem
O pobre trabalhador
Dando assim prosseguimento
O regime ditador.
As denúncias que são feitas
Para os órgãos responsáveis
Encontram morosidade
E prazos consideráveis
Permitindo a maquiagem
Dos patrões irresponsáveis.
Nas regiões mais longínquas
E lugares afastados
Os juízes e fiscais
São muito bem rechaçados
Pelos grupos de capangas
Que se encontram bem armados.
Os pobres trabalhadores
Por “gatos” são seduzidos
E levados para longe
De onde foram nascidos
Para que suas famílias
Nunca ouçam seus gemidos.
As crianças também sofrem
Com este grande problema
Não entendendo direito
Como funciona o esquema
Sendo alvo de abuso.
Uma maldade suprema.
Os números oficiais
Dizem que são trinta mil
Os que são submetidos
A este trabalho viril
Mas é o Estado do Pará
Que tem o maior covil.
Quando chega o aliciado
Ao seu local de trabalho
O patrão explica o jogo
Dando as cartas do baralho
Dizendo: _Você me deve
Do sapato ao agasalho.
Então, precisamos todos
De um grandioso debate
E a esta escravidão
Partirmos para o combate
Para livrar todos eles,
Num verdadeiro resgate.
O dia 12 de junho
Foi o dia escolhido
Contra o trabalho infantil
E com muito alarido
Precisa ser bem lembrado
Para não ser esquecido.
Quem explora a pobreza
E o cidadão humilhado
Devia passar o resto
Da vida trancafiado
E na cadeia provar
Um bom trabalho forçado.
FIM
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