Arquivo de Janeiro de 2009
No mundo do cordel fala-se muito mais em Leandro Gomes de Barros, João Martins de Atayde ou Rodolfo Coelho Cavalcante do que em Patativa do Assaré. Acho que pelo fato dele ser mais novo que os dois primeiros e de seus inúmeros cordéis terem sido publicados em livro, e poucos em folhetos, dizem que só treze. Mas são primorosos.
Entretanto, para o público em geral, Patativa é com certeza o primeiro nome a ser falado quando se pensa em cordel.
Para a capa desse cordel de Gonçalo, fiz o desenho na famosa caneta Futura, imitando o jeitão de uma xilo.
30 de Janeiro de 2009 às 15:09
J. Victtor
Ex-Padim Ciço, eu queria
(já que não lhe vi no Céu),
através da poesia
populista de cordel,
enxergar o que eu não via:
o “milagre” do chapéu,
e outras mentiras suas,
e boatos de romeiro,
lá de Crato e Juazeiro,
nas casas, praças e ruas…
Essa estrofe pertence ao cordel Duelo de Padim Ciço com o Papa, de Raimundo Santa Helena. Pra mim, um dos maiores cordelistas que já li. Note que o tipo de décima é um pouco diferente das convencionais, não existindo sequer um verso órfão, todos rimam.
23 de Janeiro de 2009 às 17:40
J. Victtor
O primeiro é Maestro Cascudo, de Gonçalo Ferreira e vertido para o Espanhol. Ao lado, Oswaldo Cruz, do mesmo autor. Embaixo à esquerda a história de Vasco da Gama no descobrimento das Índias, escrito por mim, e por último A Evolução do Homem, também do Gonçalo.
Deste último cordel vou deixar aqui só a primeira estrofe:
Lançando um olhar profundo
da Terra ao materno seio
pulsa a vida celular
num ambiente tão feio
que o homem sente repulsa
do ambiente que veio.
Brincando com poeta, disse que não precisaria ler o restante do cordel. Só essa estrofe já vale o preço do cordel, o resto vem de graça.
22 de Janeiro de 2009 às 14:05
J. Victtor
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15 de Janeiro de 2009 às 09:50
J. Victtor
Xilo para o cordel A Vida Criminosa de Antonio Silvino, de Gonçalo Ferreira. Como calçados este cangaceiro usava uma espécie da sapatilha de lona, mas sua vestimenta não era tão Lampionesca quanto esta, era mais simples um pouco. Confesso que cometi excessos. Como ele.
13 de Janeiro de 2009 às 09:35
J. Victtor
10 de Janeiro de 2009 às 21:08
J. Victtor
9 de Janeiro de 2009 às 13:54
J. Victtor
Técnica da matriz perdida. Depois de imprimir o preto por cima do vermelho na primeira ilustração, fiz esta cópia no papel branco.
7 de Janeiro de 2009 às 14:43
J. Victtor
Aproveitando o embalo da minissérie da TV Globo, vai aqui a capa de uma Sétimo Céu datada de 1960. Na revista é Maísa, na minissérie é Maysa. A estória da revista é uma adaptação de Mary Lee. Se foi adaptação é porque já havia algum texto escrito por alguém.
4 de Janeiro de 2009 às 12:31
J. Victtor
Algumas pérolas que escaparam do interior do folheto:
Peida o Papa em Roma
peida rei e a rainha
o ministro e o presidente
até o chefe da marinha
e o das forças armadas
a mulher dele e a minha.
Peida o homem e a mulher
o pobre e o potentado
peida a moça bonita
o cego e o alejado
e o peido mais fedorento
é o peido de milho assado.
2 de Janeiro de 2009 às 19:28
J. Victtor
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