Na rua Felipe de Oliveira, no Lido, Copacabana, ele fica escondidinho. Foi lá que repeti a primeira série ginasial, em 68. Era esse pestinha aí da carteirinha verde. Não dava sossego a ninguém, a nenhuma professora, coordenadora, servente, quem fosse. E o pior é que na mesma turma tinha uns cinco piores que eu. Todos repetiram de ano e caíram juntos na mesma turma no ano seguinte, no que eu diria, um erro de administração de malas. Logo na primeira aula foram todos separados, pois estávamos miando enquanto a professora estava de costas escrevendo no quadro negro, e quando ela virava de frente a gente ficava com a boca fechada fazendo aquele barulho “hmmmmmmmmmmm”.
Ao ser chamada, a diretora quase teve um colapso e ordenou: os seis, de pé. E nos distribuiu pelas outras turmas eqüitativamente.
13 de Outubro de 2008 às 19:38
J. Victtor
E a participação dos heróis para salvar a floresta.
Aos heróis e heroínas,
Que habitam a imaginação
Mitológicas ou lendárias
Peço a participação
Neste ABC da Amazônia
Para dar-lhe proteção.
Bravos índios Banauás
Muito antes de Cabral
Ter chegado em caravelas
Do distante Portugal
Das terras são moradores
Com escritura final.
Certamente o homem não
Possui repleto direito
De extrair da floresta
O que seja de proveito
Pois ali os anfitriões
Pedem o devido respeito.
Deus, abra os olhos dos homens
E lhes dêem compreensão
De modo que eles entendam
Esta sua criação
Que poderá no futuro
Ser a nossa salvação.
Embora reconhecida
Pela vital importância
Ultimamente ela vem
Sendo fruto da ganância
Do homem que põe na frente
Da ciência, a ignorância.
Farmácia da humanidade
Amiga da medicina
Casa de todos os bichos
Do chão, és verde cortina
Órgãos do nosso planeta
Criação mais que divina.
Golias chame Davi
Porque juntos sois mais fortes
E defenda àquelas árvores
Dos tão vergonhosos cortes
Que pelas mãos dos verdugos
Encontram as suas mortes.
Hamurabi escreva a nova
Legislação da floresta
Para que possamos todos
Proteger o que nos resta
E ver os bichos felizes
Cantando em grande seresta.
Iemanjá peça aos seus filhos
Que como grandes navios
Escorreguem pelas águas
E dêem proteção aos rios
Para que eles de água doce
Nunca mais fiquem vazios.
Jibóias e cobras d´água
jacarés e ariranhas
Combinem com o peixe boi
E um cardume de piranhas
Para não deixar que os homens
Venham com suas artimanhas.
Lar, morada, templo e igreja
De espécies variadas
Abrigo rico de lendas
Que sempre foram contadas
Assustem os predadores
Nas trilhas e caminhadas.
Milhares dos seus quilômetros
Quadrados são chamarizes
Despertando a atenção
De vários outros países
Que já até patentearam
Várias de suas raízes.
Nada é mais rico no mundo
Nem petróleo ou diamante
Puro lingote de ouro
Com o peso de um elefante.
Perto da nossa Amazônia
Tudo é insignificante.
Os grandes rios separam
As espécies de animais
Também aves que habitam
As suas margens fluviais
E por essa imensidão
Muitos outros vegetais.
Pitágoras diga qual é
A grande filosofia
Que derruba a floresta
Sem saber como se cria
Outra de igual esplendor
Com esta geografia.
Querubins venham voando
Para as Árvores da Vida
Preservar o ambiente
Da floresta tão querida
Que de muitos seres vivos
É a comida e a bebida.
Raios solares penetrem
Por entre a densa folhagem
E levem vitalidade
Àquela mata selvagem
Para deixar reluzindo
Sua vigorosa roupagem.
Sucuris dos grandes rios
Jibóias e outras serpentes
Dêem proteção às entradas
E aos lugares mais carentes
Aos ribeirinhos e aos índios
E aos bichos convalescentes.
Tribos de todas as áreas
Juntai os arcos e flechas
E vigiais prontamente
Por entre todas as brechas
Com vossos corpos pintados
E com penas entre as mechas.
Ulisses, grande guerreiro
Saia da mitologia
E percorra a floresta
Com toda sua maestria
E instrua os moradores
Da sua grande valia.
Vitória Régia que deita
Nas águas, sua beleza
És fruto de grande amor
De incomparável pureza
Faça de todo esse verde
Intocável fortaleza.
Xavantes da região
Do leste do Mato Grosso
Avisem a qualquer intruso
Com bastante alvoroço
Que molestando a floresta
Será cortado o pescoço.
Zarabatanas voando
Façam provar do veneno
O intruso devastador
Que prejudica o terreno
Com sua voracidade
E o pensamento pequeno.
FIM
O abecê é uma composição poética em que cada estrofe começa com uma letra do alfabeto.
7 de Outubro de 2008 às 20:41
J. Victtor
…gente é pra brilhar, não pra morrer de fome.
E viva a antiga caneta Futura, melhor que as atuais. Com um estilete chanfrava-se a ponta e o traço ficava mais pesado.
6 de Outubro de 2008 às 18:07
J. Victtor
Matriz para a capa do Dicionário Brasileiro de Literatura de Cordel, editado pela ABLC.
às 17:47
J. Victtor