Arquivo de Outubro de 2008
O bicho era ruim, daqueles que gostam de mostrar que são carne de pescoço. Ele só não sabia que estava dando asas a maior cobra de todos os tempos. Lampião. Esse sim era carne de pescoço.
29 de Outubro de 2008 às 17:27
J. Victtor
Um dia desses tive a oportunidade de conversar com uma pessoa da equipe de reportagem e o camarada falou: não tem jeito. Já tentamos de tudo, filmar de baixo pra cima, subir em palanque, colocar pano, mas sem resultados. Eles sempre descobrem onde iremos filmar e dão um jeitinho.
Tem doido pra tudo, inclusive eu que fotografo eles.
às 09:05
J. Victtor
Na Feira de São Cristóvão ele fica na praça principal, com sua barraquinha, cavando novas matrizes e vendendo cordel. Para quem quer ver o processo, é perfeito. Para quem quer comprar, também. Xilogravuras grandes a preço bem honesto, e se o cliente quiser tem matrizes à venda. Às sextas, sábados e domingos, à tardinha.
28 de Outubro de 2008 às 13:43
J. Victtor
De todas as capas que vi na literatura de cordel, esta, para mim, é uma das melhores. José Cavalcanti e Ferreira Dila, assina de várias formas: Dila, Sabóia, Kirbano, Kirbano Sabóia, Dylan, Debela, Alexandre José Felipe Cavalcanti d´Albuquerque Sabóia, Marechal do Cordel do Cangaço e etc, etc, etc. É mesmo o Demônio da Criação.
24 de Outubro de 2008 às 15:40
J. Victtor
No post abaixo falo de invocação, que os poetas pedem às superiores criaturas para desempenhar seu folheto. Neste caso aqui, Gonçalo Ferreira não faz propriamente uma invocação, mas diria, uma visitação. Vejam essas três primeiras geniais estrofes extraídas do folheto Tales de Mileto.
Livrando-me das amarras
da gravidade severa
encontrei no infinito
uma luminosa esfera
onde Tales já estava
sorridente a minha espera.
_Saí de mim para vê-lo -
expliquei ao mestre grego,
vim somente porque tenho
à ciência grande apego,
desculpe-me incomodá-lo
no vosso doce aconchego.
Deixando o mestre sozinho
na santa paz do Nirvana
admirando as belezas
da Morada Soberana
voltei a mim, e portanto
para a condição humana.
22 de Outubro de 2008 às 15:18
J. Victtor
Esse é o nome do apelo que os poetas fazem no princípio de alguns folhetos. Segundo Sebastião Nunes Batista, um dos maiores estudiosos da poesia popular, essa modalidade chegou à literatura de cordel por volta de 1920, mas já era comum na antiga poesia clássica.
Oh! Santo Deus das alturas
que minha musa entoa,
iluminai-me a memória
pra fazer a obra boa,
na Paraíba do Norte
quero descrever a morte
do Dr. João Pessoa.
Versos de João Rodrigues Torres
Fonte: Poética Popular do Nordeste, de Sebastião Nunes Batista
às 08:17
J. Victtor
Olhando vocês distantes no alto
imponentes e azuis, perto da margem
que outrora do lado era uma vargem
e agora ornados, têm o asfalto
entre amarelos e os azuis de cobalto
e a pedra da Gávea perto, tangente
torna a visão de vocês mais presente
saltando aos olhos dos carros que passam
por entre as árvores que as luzes trespassam
fazendo da vista um belo poente.
17 de Outubro de 2008 às 11:22
J. Victtor
Escrevi de A a Z
nas teclas aleatórias
e tive no meu passado
o encanto de muitas glórias.
Hoje aqui, aposentada
ando meio enferrujada
só lembrando das histórias.
16 de Outubro de 2008 às 22:23
J. Victtor
Quando entrei para a Academia de Cordel queria fazer apenas uma capa. Impossível.
14 de Outubro de 2008 às 16:26
J. Victtor
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