Coleção Pragas Brasileiras - POLÍTICO
A Grécia, na antiguidade
Criou a democracia
Um pensamento avançado
De grande sabedoria
Que hoje está deturpada
Em sua filosofia.
O homem de vida pública
É o nosso representante
E este seu cargo exige
Honestidade e durante
O seu mandato ele tem
Uma missão importante.
Porém amigo, cuidado
Com político indecente
Escolha bem o seu voto
E seja muito prudente
Porque escolher errado
Prejudica muita gente.
Tenha certeza que o tal
Quando entra para o ofício
Não é para lhe ajudar
Nem lhe trazer benefício
Mas porque em oito anos
O salário é vitalício.
Quando a verba é destinada
A um pobre hospital
Aparece o cafajeste
Para praticar o mal
Desviando o dinheiro
De forma descomunal.
Hoje temos CPIs
Trafegando no Senado
Em grandioso teatro
Direto, tudo filmado
Mas não há nenhum inquérito
Que não seja arquivado.
Se gritar pega ladrão
Sai todo mundo correndo
Brasília fica deserta
E ninguém fica sabendo
Porque fugiram os ladrões
Que nela estavam vivendo.
Essa praga é pior
Que dengue, tifo e malária
Tuberculose e tumor,
E também gripe aviária
Decretando ao brasileiro
Dor de cabeça diária.
Quando precisam da gente
Nas praças, ruas e feiras
Abraçam-nos com carinho
Com promessas verdadeiras
Mas depois que são eleitos
Iniciam as roubalheiras.
De onde vem o dinheiro
Para tanta propaganda
Que deixa nossa cidade
Parecendo uma quitanda
Com sorrisos engessados
E apologia nefanda?
Juntos, marido e mulher
Em formação de quadrilha
Fraudam a nossa cidade
Para uma gorda partilha
Com Cardeal e Madame
E Príncipe na matilha.
A igreja Universal
Serve para arrebanhar
Os fiéis desavisados
Que indo para rezar
São convencidos por um
Desonesto maxilar.
Um pobre faminto rouba
Um pão e é logo julgado
Mas político ladrão
Não conhece cadeado
Pois a lei diz que ele tem
Foro privilegiado.
Também é repugnante
Seu Português incorreto
E a falta de carinho
Com o nosso alfabeto
Maltratado em demasia
Por um grande analfabeto.
E a praga, não contente
Espalha seus filhotinhos
Com os mesmos sobrenomes
Dos antigos ladrõezinhos
E hoje esta geração
Já chegou até os netinhos.
Afirmo que um por cento
São os que honram a bandeira
Pois o resto não se importa
Em se atolar na sujeira
Passando o atestado de
Pior praga brasileira.
Há ainda o infeliz
Que não sai de candidato
Já que os votos não o elegem
E ele não mais novato
Candidata-se toda vez
Com um novo aparato.
FIM
(J. Victtor)
Adicionar comentário 29 de Agosto de 2008 às 11:20 J. Victtor