Coleção Pragas Brasileiras – POLUIÇÃO
26 de Agosto de 2008 às 18:48 J. Victtor | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 765
“Cidade Maravilhosa”
Diz a música bonita
E realmente ela é
De beleza infinita
Mas essa poluição
É uma coisa que irrita.
O que é bonito de longe
De perto é poluído
E se não for a fumaça
É um estridente ruído
Ou uma vala escorrendo
Um esgoto diluído.
A nossa Baía de
Guanabara, aqui no Rio
Devia ser majestosa
Mas hoje dá calafrio
E também o seu futuro
É totalmente sombrio.
As cidades periféricas
Ali despejam dejetos
Sendo fácil de encontrar
Vários tipos de objetos
Porque nenhuma possui
Procedimentos corretos.
As nossas praias também
São triste cartão postal
E principalmente as
Que estão na capital
Deixam todos os banhistas
Com medo de passar mal.
Línguas negras aparecem
E mudam a tonalidade
Consumindo o litoral
Com muita voracidade
E espalhando doenças
Em tom de calamidade.
Nossas lagoas famosas
Ficam entre as montanhas
Mas são administradas
Por mentes muito tacanhas
Que as deixam poluídas
Consumindo suas entranhas.
Tem mortandade de peixes
Espalhando na cidade
Um odor repugnante
Em boa velocidade
E invadindo nossas casas
O que não é novidade.
O emissário submarino
Toda hora leva a culpa
Mas falta é consciência
E uma pesada multa
Porque à nossa inteligência
Esta burrice insulta.
Se as praias são bonitas
E o país é tropical
Com elegantes mulheres
Num biquíni sem igual
Por que a poluição
Por aqui é tão normal?
Isso muito compromete
E nos tira o otimismo
Pois ao fechar o balanço
No final do algarismo
Sabemos que pouco rendeu
O dinheiro do turismo.
Uma autoridade diz
Que a culpa é de fulano
Vem a outra revoltada
Diz que não, é do beltrano
Mas esta situação
Só piora a cada ano.
Já vieram japoneses
Com a tecnologia
Para assim despoluir
A nossa grande baía
Mas tudo atravancou
Na grande burocracia.
O pescador também sai
Deveras contrariado
Porque hoje não tem peixe
Como tinha no passado
E somente os peixinhos
Chegam ao supermercado.
Nos rios temos um grande
Despejo de poluentes
Já poluindo os mesmos
Bem pertinho das nascentes
E espalhando o resto
Nos principais afluentes.
O Brasil não valoriza
As riquezas naturais
Nem muito menos protege
Seus ricos mananciais
Que são os mais abundantes
Das terras ocidentais.
FIM
J. Victtor
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