Arquivo de 26 de Agosto de 2008

Coleção Pragas Brasileiras – POLUIÇÃO

“Cidade Maravilhosa”
Diz a música bonita
E realmente ela é
De beleza infinita
Mas essa poluição
É uma coisa que irrita.

O que é bonito de longe
De perto é poluído
E se não for a fumaça
É um estridente ruído
Ou uma vala escorrendo
Um esgoto diluído.

A nossa Baía de
Guanabara, aqui no Rio
Devia ser majestosa
Mas hoje dá calafrio
E também o seu futuro
É totalmente sombrio.

As cidades periféricas
Ali despejam dejetos
Sendo fácil de encontrar
Vários tipos de objetos
Porque nenhuma possui
Procedimentos corretos.

As nossas praias também
São triste cartão postal
E principalmente as
Que estão na capital
Deixam todos os banhistas
Com medo de passar mal.

Línguas negras aparecem
E mudam a tonalidade
Consumindo o litoral
Com muita voracidade
E espalhando doenças
Em tom de calamidade.

Nossas lagoas famosas
Ficam entre as montanhas
Mas são administradas
Por mentes muito tacanhas
Que as deixam poluídas
Consumindo suas entranhas.

Tem mortandade de peixes
Espalhando na cidade
Um odor repugnante
Em boa velocidade
E invadindo nossas casas
O que não é novidade.

O emissário submarino
Toda hora leva a culpa
Mas falta é consciência
E uma pesada multa
Porque à nossa inteligência
Esta burrice insulta.

Se as praias são bonitas
E o país é tropical
Com elegantes mulheres
Num biquíni sem igual
Por que a poluição
Por aqui é tão normal?

Isso muito compromete
E nos tira o otimismo
Pois ao fechar o balanço
No final do algarismo
Sabemos que pouco rendeu
O dinheiro do turismo.

Uma autoridade diz
Que a culpa é de fulano
Vem a outra revoltada
Diz que não, é do beltrano
Mas esta situação
Só piora a cada ano.

Já vieram japoneses
Com a tecnologia
Para assim despoluir
A nossa grande baía
Mas tudo atravancou
Na grande burocracia.

O pescador também sai
Deveras contrariado
Porque hoje não tem peixe
Como tinha no passado
E somente os peixinhos
Chegam ao supermercado.

Nos rios temos um grande
Despejo de poluentes
Já poluindo os mesmos
Bem pertinho das nascentes
E espalhando o resto
Nos principais afluentes.

O Brasil não valoriza
As riquezas naturais
Nem muito menos protege
Seus ricos mananciais
Que são os mais abundantes
Das terras ocidentais.

FIM
J. Victtor

Adicionar comentário 26 de Agosto de 2008 às 18:48 J. Victtor

Coleção Pragas Brasileiras – FOME

Eu deliciosamente
Escrevo o meu cordel
Percorrendo a caneta
Que desfruta do papel
Uma relação de amor
Mais doce do que o mel.

Porém o assunto é amargo
E tristemente confesso
Que me dói ter que escrever
Sobre a falta de progresso
Porque na fome está
Um infeliz retrocesso.

A fome é responsável
Pela nossa involução
Também envergonha muito
A toda nossa nação
Estando de norte a sul
Em cada palmo de chão.

Ela é inadmissível
Aqui em nosso celeiro
Aonde não falta espaço
Para qualquer brasileiro
Fazer uma plantação
Ou criar um galinheiro.

Ela percorre o país
Principalmente o nordeste
E faz a volta infeliz
Abraçando o oeste
E vorazmente descendo
Vem visitar o sudeste.

Das pragas é a pior
Não queira sentir a fome
Porque a nossa energia
Aos poucos ela consome
E também o nosso espírito
Com muito prazer carcome.

Que nosso Deus protetor
Não deixe faltar o almoço
Porque a fome nos joga
Direto ao fundo do poço
Transformando o elemento
Somente em pele e osso.

Mas existe uma camada
Social que é insensível
Não conhecendo a palavra
Que se chama “divisível”
Ignorando a fome
De forma indiscutível.

Nossa divisão de renda
Aqui é bem desigual
Pois na base da pirâmide
O pecado é capital
Os de cima comem muito
Os de baixo comem mal.

Comer vem antes de tudo
De hospital ou escola
E este problema existe
Desde o negro quilombola
Que faminto aqui chegou
Diretamente de Angola.

Este social problema
Tem que ter prioridade
Em nossos investimentos
Mas não como caridade
Mas como iniciativa
De qualquer autoridade.

Precisamos ter um plano
Que não seja paternal
Mas que dê a condição
Com abrangência geral
Retirando do elemento
O cunho de desigual.

Temos água à vontade
Clima quente e temperado
Um enorme eco sistema
Que se for bem estudado
Não terá um brasileiro
A ficar subestimado.

Estudos de hoje em dia
Com as sobras de comida
Chegaram à conclusão
Que pode ser fornecida
A boa alimentação
Para sustentar a vida.

As cascas dos alimentos
E o que é jogado fora
Poderão alimentar
Os meninos de agora
Que espalhados estão
Por este Brasil afora.

Por isso boa vontade
Torna-se imprescindível
Para que a alimentação
De modo indiscutível
Esteja erradicada
De maneira infalível.

FIM
(J. Victtor)

Adicionar comentário às 10:10 J. Victtor


Calendário

Agosto 2008
S T Q Q S S D
« Jul   Set »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta